Os 3 Fundamentos

Vamos separar entre magia, alquimia e engenharia mágica, sendo a engenharia mágica uma área mais avançada que combina conhecimentos das duas anteriores.
Tudo que existe possui Magi, uma estrutura fundamental presente na matéria. Em termos simplificados, pode-se pensar no Magi como uma espécie de componente adicional dos átomos, embora ele não se comporte exatamente como nenhuma partícula conhecida pela química comum.
O Magi possui uma característica incomum: ele apresenta uma plasticidade extrema, podendo assumir diferentes configurações e participar da formação de praticamente qualquer fenômeno mágico. Porém, depois de transformado, ele não consegue retornar espontaneamente ao seu estado anterior. Essa característica é uma das bases de toda a magia.
A quantidade de Magi presente em determinado meio determina sua concentração de mana e, consequentemente, o quanto aquele meio pode participar de fenômenos mágicos. Por isso, embora tudo contenha Magi, nem tudo possui a mesma capacidade mágica.
Grandes concentrações de Magi tendem a se reunir ao redor de si mesmas, formando partículas mágicas. Essas partículas facilitam novas concentrações, fazendo com que o Magi se acumule com mais facilidade. Esse fenômeno pode ocorrer tanto em líquidos quanto em sólidos, podendo resultar em diferentes formas de concentração, como soluções, depósitos ou cristalizações.
Pressão, temperatura e outras condições naturais influenciam esse processo. Dependendo das condições, uma concentração pode permanecer dispersa, formar uma solução ou se cristalizar. A compreensão desses fenômenos é uma das bases da alquimia.

Magia

A magia utiliza o Magi presente nos seres para provocar e controlar reações. Todos os seres vivos possuem Magi, e alguns seres mortos também podem conservar determinadas quantidades dele.

A magia estuda principalmente as reações que ocorrem dentro de criaturas e seres, utilizando o Magi presente em seus próprios corpos ou manipulando o Magi disponível no ambiente.

Como o Magi também existe fora dos organismos, magia e alquimia frequentemente se cruzam. Na prática, ambas estudam os mesmos princípios fundamentais, mas foram separadas como disciplinas para facilitar sua compreensão: a magia está mais ligada aos seres, enquanto a alquimia está mais ligada à matéria e ao ambiente.

Alquimia

A alquimia é, em essência, o estudo e a aplicação de sequências de reações químicas que envolvem Magi.

A presença do Magi faz com que determinadas reações se comportem de maneira diferente da química comum. Por isso, química e alquimia possuem muitos conceitos semelhantes e podem ser estudadas separadamente, apesar de frequentemente utilizarem princípios em comum.

A alquimia possui termos semelhantes aos da química, embora seus significados e aplicações possam ser diferentes na prática:

Reagente, Catalisador, Iniciador, Ativador, Estabilizador, Base, Promotor e Nucleante.

Esses componentes não são necessariamente necessários em toda reação. Cada um exerce uma função diferente, e compreender qual função é necessária para cada transformação é parte fundamental do estudo da alquimia.

Duração e permanência

As transformações produzidas pelo Magi podem ser divididas, de forma geral, em temporárias e permanentes.

Uma transformação temporária utiliza uma quantidade limitada de Magi que permanece organizada durante determinado período, mas tende a perder sua estrutura quando o Magi utilizado é consumido, dispersado ou reorganizado.

Transformações permanentes são muito mais difíceis de produzir. Para atravessar a diferença entre um efeito temporário e uma transformação realmente permanente, a quantidade necessária de Magi cresce de maneira extremamente acentuada, aproximando-se de uma curva exponencial.

Por isso, efeitos permanentes normalmente exigem uma quantidade assombrosa de Magi ou algum método artificial capaz de sustentar continuamente a transformação.

Uma dessas possibilidades é utilizar o Magi presente no ambiente como fonte permanente de sustentação. Nesse caso, a transformação pode continuar indefinidamente enquanto houver Magi suficiente disponível.

Entretanto, isso também cria uma limitação importante: uma transformação sustentada pelo ambiente pode falhar quando é levada para um local com concentração insuficiente de Magi.

Dessa forma, mesmo uma região aparentemente comum pode conter Magi suficiente para manter determinados efeitos, enquanto ambientes pobres em Magi podem interrompê-los.

Engenharia mágica

A engenharia mágica surge da combinação entre os conhecimentos da magia e da alquimia.

Enquanto a alquimia manipula principalmente o Magi presente na matéria e a magia manipula principalmente o Magi presente nos seres, a engenharia mágica busca criar sistemas artificiais capazes de produzir, controlar, armazenar ou utilizar essas reações de maneira estável.

Ela transforma conhecimentos que antes dependiam de alquimistas ou magos em mecanismos que podem ser reproduzidos artificialmente.

Por isso, a engenharia mágica representa não apenas uma evolução técnica dessas disciplinas, mas a tentativa de separar o fenômeno mágico da dependência direta de um organismo ou de um processo alquímico manual.